
Este texto foi publicado no fórum do curso de "Mídias na Educação" onde questionou-se sobre o eterno mito da objetividade jornalística. Eis o texto:
O texto de Menezes “Discurso ideológico da objetividade jornalística: manipulação dos enunciados das fontes” mostra a busca de se encontrar uma linguagem jornalística objetiva. No entanto, sabemos que toda linguagem é ideológica porque traduz a intencionalidade do interlocutor em seu discurso; quem fala tem certas intenções ao comunicar-se com o outro. Assim, há diversos modos de dizer e, consequentemente, diversas formas de se interpretar o que é dito. Isso faz do texto jornalístico ser um texto subjetivo e não objetivo.
Para que essa barreira seja eliminada, busca-se o uso da objetividade como compromisso e qualidade essenciais no discurso jornalístico. Dessa forma, muitos jornalistas procuram trabalhar “com fontes humanas ou com organizações em que trabalham pessoas para auxiliá-los na impessoalidade e imparcialidade de seus textos. Acreditam que o texto construído com essas fontes, fará ser um texto plural de opiniões e eles, jornalistas, porta-vozes da verdade, que “deverá ser divulgada independente dos problemas a serem causados a quem tentava mantê-la escondida para toda a sociedade. (...) A impessoalidade deve ser a marca desse discurso, que é caracterizado por reportar, sem emitir juízos de valor, os acontecimentos considerados noticiáveis.” Acontecimentos estes, escolhidos aleatoriamente que visam causar grande impacto sobre a sociedade de uma forma geral e que por meio da “mídia consegue fazer as pessoas de todo o mundo conversarem sobre os assuntos que ela elege como os mais importantes.”